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REUNIÕES |
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TEXTOS DE OPINIÃO
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Uma prova de mudança
Como militante da Juventude Social Democrata, fico feliz com a eleição de Pedro Passos Coelho, mas também ficaria com a de Paulo Rangel ou Aguiar-Branco. Apoiei Passos Coelho, mas penso que já não se trata de um dado importante. De facto, o problema do PSD tem sido o excessivo apoio dado pelos militantes a uma ou outra pessoa, esquecendo-se do apoio essencial que deve ser dado à matriz ideológica do partido.
A felicidade por esta eleição passa pela necessidade de ter uma alternativa ao actual governo e às actuais políticas de pseudo-investimento público, mas de desinvestimento no indivíduo; uma alternativa liberalizante, face à tendência centralizadora; políticas substantivas, contras as actuais políticas adjectivas.
Contudo, como observador atento, penso que o primeiro grande desafio de Pedro Passos Coelho é o próximo congresso de Carcavelos, nos dias 9, 10 e 11 deste mês. É verdade que os 61% dos votos internos foram esmagadores, mas no PSD esse valor apenas corresponde ao “benefício da dúvida” merecido pelo vencedor. Ou seja, não é o único elemento necessário para unir o partido porque rapidamente surgem as críticas de um ou outro militante destacado. Por esse motivo, esta eleição já não trata só da terrível hipótese de ter um líder a prazo. Com a sucessão de líderes dos últimos anos, corre-se o risco de ter o próprio partido a prazo.
O desafio desta nova liderança é, portanto, fazer listas abrangentes e que captem o que o partido tem de melhor a nível de militantes, independentemente de quem apoiaram há duas semanas. É crucial que Passos Coelho consiga desligar-se de certas máquinas eleitorais internas que o apoiaram durante a campanha, isto porque embora tenham proporcionado muitos votos, não significa que os seus líderes sejam propriamente políticos de qualidade. Depois, com resultados tão fortes em todo o país é previsível a pressão de cada pequeno líder local ou regional para tentar traduzir uma determinada percentagem de votos, nas suas secções ou distritos, num determinado número de lugares nos órgãos nacionais a eleger.
Não duvido que seja uma prática corrente de todos os partidos, mas nem por isso é aceitável: os lugares políticos são lugares de responsabilidade, e os seus titulares têm que lá estar por mérito profissional, pessoal ou intelectual, mas duvido que a quantidade de votos coleccionados, ou pagamento massivo de quotas, deva ser um critério. Sabendo que o slogan da vitória foi a mudança, este seria um excelente sinal: deixar alguns líderes regionais e locais chateados no congresso por não levarem para casa o número de lugares pretendidos. O motivo é simples: quando se quer um partido forte e com dinâmica interna são necessários os militantes com valor e não os militantes necessários para preencher quotas de compensação pelos votos arrecadados numa concelhia ou num distrito. Se isto for conseguido por Pedro Passos Coelho, tem um nome: mudança. Se mudar o partido, acredito que também mudará Portugal.
*Pedro Roma
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ESCRITO A: 09-04-2010
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Da questão Ambiental
Porque nos preocupamos com o Ambiente? Para responder a essa pergunta há que saber responder a uma outra: a Questão Ambiental. E o que é afinal a Questão Ambiental? Resumindo-a numa frase (com direito a ponto de interrogação e tudo, ou não fosse uma pergunta, ainda que retórica) questionamo-nos sobre qual a razão concreta pela qual tantos de nós defendem o ambiente, ou seja, defendemos o ambiente pelo respeito que nos merece a Terra que nos rodeia e acolhe, ou, por outro lado, apenas pela razão egoísta de que sem ela não podemos nós viver?
Há quem diga que o aquecimento global resulta de uma conspiração universal, porque antigamente era o buraco de ozono, depois o terrorismo, agora a estufa mundial. Sim, há quem diga isso. Assim como há quem diga que a escassez de recursos vai fazer com que daqui a poucos anos não haja alimentos para tanta gente e que, portanto, o mundo irá acabar com a sobrelotação de inquilinos. Tudo isso está muito certo, mas a mim pouco me importa. Não vos escrevo, porém, para falar do que me importa (até porque eu não importo para nada). Escrevo, isso sim, para mostrar o que importa (a quem ainda o não viu).
E o que importa (e a mim preocupa) é a acção do homem no ambiente, pelo ambiente e não por si. Leia-se, antes de pensar catastroficamente no futuro da Terra, interessa a falta de respeito que a humanidade tem para com os outros ao seu redor, para com o mundo em que habita (e o habita só emprestado). Quem não tem essa percepção de Mundo como lugar de passagem que não é nosso e devemos preservar, dificilmente poderá entender o porquê dos maiores e pioneiros defensores do meio ambiente terem sido sempre esses homens e mulheres mais arreigados às tradições cristãs, mais preocupados com a perspectiva tradicional da História e da missão civilizadora da própria Humanidade.
De São Francisco de Assis ao Príncipe Carlos, não esquecendo escritores e pensadores importantíssimos como C.S.Lewis e Tolkien cujos livros transbordam mensagens ambientais, a ecologia (como hoje se usa chamar) sempre encontrou eco, apoio primordial, base racional, nesses homens e mulheres que ora presto homenagem. Foram (são) as acções e palavras desses e não de outros que têm, ao longo dos tempos, por vários séculos, de diversas maneiras, levado à verdadeira defesa do ambiente. Isto é, enquanto uns defendiam o ambiente pelo respeito que merece toda a obra da criação, outros só o defendiam porque, egoisticamente, sem ele não poderia a própria humanidade viver. Com Malthus, por exemplo, e a sua tese de escassez de recursos, a defesa do ambiente tomou-se da perspectiva de que, sem tal, a humanidade não teria planeta para viver. Não digo que esteja errado, mas enquanto radicalismos ambientais (e outros) nunca fizeram nada, a verdade é que foram os pensamentos e acções da corrente mais tradicional da história que mais tem feito pelo ambiente.
Passando brevemente os olhos pela política, recordemos que o primeiro partido político português com preocupações ambientais foi, não por acaso, o mais arreigado às tradições cristãs da portugalidade: o PPM de Gonçalo Ribeiro Telles, incondicional aliado de Sá Carneiro. E o imaginário colectivo ambiental português conserva, ainda hoje, nomes de políticos como Carlos Pimenta e Macário Correia.
Portanto, voltando à vaca fria, o que preocupa no Ambiente é não tanto a nossa própria sobrevivência, mas o respeito para com o mundo em que habitamos. O que preocupa é o facto de animais se terem extinguido, ou estejam em vias-de-extinção, devido à ganância humana. O que preocupam são os solos infestados de ddt's e outros ultrajes ecológicos; as águas contaminadas por esses ultrajes (sendo certo, refira-se, que sempre houve águas impróprias para consumo ou terrenos impróprios para cultivo e, já agora, animais em extinção) e o ambiente poluído por si, não por consequências futuras que, aliás, a própria Terra já se mostrou capaz de solucionar.
É o respeito para com os outros, o cuidado para coma própria Terra, que nos deve fazer parar e reflectir sobre os comportamentos pouco sérios que temos vindo a tomar e que em nada favorecem o Ambiente.
Filipe Lopes - JSD Tavira
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ESCRITO A: 11-03-2010
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"Jovens autarcas - sangue novo, ideias novas"
Neste momento, de crise e de incerteza, são os jovens quem mais sofrem com os erros dos actuais políticos, pois será neles que irá incidir todos os erros consumados quer no passado, quer no presente.
Será esta geração vindoura que terá de pagar a factura desses erros… É por isso que temos de continuar a alertar para os grandes investimentos públicos, e não entrar em euforia e apostar somente nessas obras megalómanas para combater a crise!
Investimentos esses, que só irão enriquecer ainda mais as grandes empresas ficando mais uma vez, de parte, as médias e pequenas empresas, que essas sim, são o real motor da nossa economia!
Mas meus amigos e amigas, já ultrapassámos uma das eleições, para muitos o maior desafio do PSD, felizmente, vencemos! Mas não podemos entrar em euforias, pois sabemos bem qual é o nosso objectivo, e sabemos que a nossa tarefa é bastante difícil e árdua, mas não é impossível!
A vitória nas Europeias mostrou-nos isso mesmo!
Mas temos de saber ler os resultados eleitorais, e apercebermo-nos do que temos de alterar para vencer em toda a linha!
Com este novo processo de recenseamento, o número de eleitores subiu e muito. Eleitores que na sua grande maioria têm idades entre os 18 e os 22 anos! Jovens que têm vários anseios e vontades, e nós temos de saber perceber essa geração.
Geração essa que na sua grande maioria está desiludida com a política e com os políticos, geração essa que tem de ser agarrada e acarinhada, geração essa que tem de sentir a sua responsabilidade e acima de tudo sentir-se necessária e importante para o futuro do nosso País.
Se queremos que esses jovens votem no PSD, temos acima de tudo de apostar na Juventude! Temos de mostrar que contamos com os jovens para governar Portugal, temos de ter esses jovens também a governar Portugal!
E felizmente, o PSD não precisa procurar nem se preocupar muito, já comprovámos várias vezes que a JSD tem muito bons quadros, prontos para entrar em acção e ajudar quer o partido, quer especificamente Portugal!
Estamos Prontos!
Não podemos descurar, a importância de termos jovens nas diferentes listas pois, e como em tudo, as pessoas, acreditam nas pessoas em que elas se reconhecem, nas pessoas que as representam, e meus amigos e amigas, os jovens revêem-se nos jovens!
Pois sabem que assim, terão com certeza, uma voz que os defenderá!
Também não podemos deixar de reconhecer, que as necessidades dos jovens, são muitas vezes diferentes das necessidades dos mais velhos. Temos de ouvir as suas necessidades, e efectivamente, realizar e concretizar os seus anseios. Não podemos continuar a fazer programas eleitorais para a Juventude de quatro em quatro anos, e depois simplesmente esquecê-los!
Os jovens não querem só festas e diversão, os jovens querem acima de tudo ter condições para vingar na vida, para isso necessitam de condições para alicerçar-se numa região e conseguir construir o seu futuro, os jovens necessitam de um verdadeiro sistema de arrendamento jovem, no qual seja possível, arrendar casas a custos controlados, necessitam dum sitio excelente para deixar os seus filhos, necessitam dum sistema de saúde eficaz, necessitam de transportes públicos eficientes, necessitam dum sistema educativo que premei os trabalhadores e estudiosos, necessitam dum sistema de justiça que actue contra os prevaricadores e que não tenha receio de fazer justiça seja a quem for!
E para quando a construção de habitação a custos controlados para os Jovens? De maneira a que eles possam construir o seu futuro de uma maneira sustentada e sem serem completamente escravizados pelos bancos, com as prestações, que daqui a pouco chegaram aos 100 anos de vida.
Para quando haverá essa coragem?
Para quando haverá a coragem de realmente contarem com os jovens para dirigir os destinos do pais e dos nossos concelhos?
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ESCRITO A: 02-07-2009
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Juventude Responsável
No passado dia 25 de Abril tive a oportunidade de participar num dos momentos mais marcantes da minha vida política. A JSD/Loulé, que tenho a honra e a responsabilidade de liderar, realizou na Escola Secundária de Loulé, uma acção que considero de extrema importância: uma convenção autárquica da juventude de Loulé. Nela participaram cerca de 70 jovens de diversas localidades do concelho, de diversas idades, de diversas formações, sendo que a maioria eram jovens sem filiação partidária. Foi gratificante ver a adesão em massa daquelas pessoas que no dia da liberdade fizeram questão de quebrar tabus e dar voz as suas ideias.
Durante uma tarde debatemos vários temas. Da habitação ao emprego e empreendedorismo, passando pela educação a cultura e o desporto e ainda pelo associativismo. Dos diversos painéis realizados saíram propostas extremamente interessantes. Estou certo que estas ideias serão transformadas em propostas válidas cuja aplicabilidade de muita esperança me enche.
A convenção foi realizada sobre o lema “Juventude Responsável” e é partir dele que gostaria de reflectir numa perspectiva de futuro.
Vivemos tempos insólitos e navegamos por águas nunca dantes navegadas. O mundo muda rapidamente e exige da geração a que pertenço um esforço acrescido para encontrar soluções com criatividade e inovação. Não é fácil. Hoje muitos jovens vivem momentos difíceis relacionados em muito com os temas que no dia 25 de Abril tivemos a oportunidade de debater. Mas se os tempos são difíceis exige-se uma resposta à altura e foi isso que esta iniciativa trouxe: ideias novas para novos paradigmas. Sem clichés, comprometidos apenas com a vontade de criar um concelho melhor no futuro, as ideias foram surgindo, o debate foi enriquecendo e as propostas foram tomando corpo. Ver e participar neste acontecimento foi a melhor forma de comemorar as memórias do 25 de Abril, honrando aqueles que lutaram pela liberdade, possibilitando assim que esta iniciativa tenha sido possível.
Esta iniciativa traz-nos uma responsabilidade acrescida para com a juventude do concelho de Loulé. Temos em nossa mão um capital de ideias que nos obriga a uma intensa reflexão e ao melhor tratamento possível de forma a gerar ideias e propostas concretas que visem efectivamente resolver os problemas actuais desta geração.
E enquanto ouvia o Dr. Seruca Emídio falar na sessão de encerramento desta convenção sobre a nova geração de políticos e politicas, fiquei convencido que tínhamos efectivamente dado um grande passo no sentido de desmitificar a ideia de que os jovens não são pessoas interessados e cidadãos activos.
Com responsabilidade e participação, naquele dia, construímos um pouco do futuro. E isso faz toda a diferença.
Presidente da JSD/Loulé
Bruno Inácio
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ESCRITO A: 04-05-2009
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Pela Boca Morre o Peixe!
Não pude deixar de fazer referência a mais uma pérola do ainda Presidente da Câmara Municipal de Faro, Dr. José Apolinário.
Senão vejamos:
No tempo em que ainda fazia parte da oposição, o ilustre autarca farense apresentou um requerimento à Assembleia da República, onde manifestou veementemente a sua profunda indignação e o seu total desagrado.
Assunto: Tribunal da Relação do Algarve e novo Palácio da Justiça de Faro.
Dizia ele, em finais de 2004:
"A instalação do Tribunal da Relação do Algarve em Faro, está paralisada há dois anos e meio. Igualmente o processo de construção do novo Palácio da Justiça de Faro está parado há dois anos e meio. Dois anos e meio em que o País foi governado pela Maioria PSD/PP".
De facto, é verdade. É inadmissível que desde 2002 nada tenha sido feito. E a culpa só poderia ser do PSD que nada fez.
Contudo, mais à frente adianta:
"Defendendo uma maior proximidade entre as diversas instâncias da justiça e os cidadãos, a criação do Tribunal da Relação do Algarve foi proposta pelos Deputados do Partido Socialista pelo Algarve, em 1992 (pasme-se!), através de um Projecto-Lei subscrito também pelo Dr. José Apolinário."
É caso para perguntar: então e desde 1992 a 2002? Nesse 10 anos, o que se fez!? A culpa também é do PSD, porque era o partido do poder? A desculpa terá de ser outra, claro está!
Continuando a retórica socialista:
"Os Governos liderados pelo Partido Socialista retomaram esta iniciativa, tendo o Governo, durante o mandato do Dr. José Vera Jardim como Ministro, criado os Tribunais de Relação de Guimarães e de Faro".
Pois: Os Governos Socialistas (1995 a 2002) criaram o Tribunal da Relação de Faro. Alguém deu por isso?
Ah, afinal não é bem assim:
"Mais recentemente, o Ministro da Justiça António Costa definiu entre os seus objectivos de acção política a instalação dos Tribunais da Relação de Guimarães e de Faro."
Percebe-se: uma coisa é criar, outra é e passo a citar "definir os objectivos de acção política para a instalação dos referidos Tribunais"! E com isso, já lá vão 14 anos, 11 dos quais com Governos Socialistas! Quem diria!?
Certo é que o Tribunal da Relação de Guimarães foi instalado em 2 de Abril de 2002.
E o Tribunal da Relação de Faro!?
Segue-se mais um rol de explicações:
"A instalação do Tribunal da Relação do Algarve, em Faro foi objecto de um Protocolo com a Câmara Municipal de Faro, visando a instalação deste Tribunal no Palácio Belmarço. Ainda no Governo PS (note-se bem!) foi lançado o concurso público e adjudicação da empreitada de obras no interior do Palácio Belmarço (23 de Março de 2002), depois da Autarquia ter procedido às necessárias obras no interior deste edifício".
Agora a vitimização:
"Com a actual maioria PSD/PP o processo de instalação do Tribunal da Relação em Faro deixou de ser prioritário. Na sequência dos requerimentos escritos e perguntas que, persistentemente, termos formulado ao Governo foi-nos assegurado que ainda em 2004 seria lançado novo concurso público para a execução das obras de remodelação, prevendo-se a sua conclusão em 2005".
Concordo. Mas só uma questão: se bem me lembro, foi em 2005 que o Governo Socialista subiu de novo ao poder e, curiosamente, também o Dr. José Apolinário. Isto para dizer que avizinhavam-se tempos de mudança!! Em breve teríamos o nosso almejado Tribunal da Relação de Faro, uma vez que os Socialistas estavam em todas as frentes, quer a nível nacional, quer a nível da autarquia farense. Louvados sejam!
Facto é que estamos em 2009 e Tribunal da Relação de Faro 0, apesar dos inólvidáveis esforços do Governo Socialista para o erguer.
Na altura, em 2005, formulou o Dr. José Apolinário questões pertinentes a este respeito.
Ora, com todo o respeito, Dr. José Apolinário, vem a JSD/Faro formular-lhe agora, em 2009, as mesmas questões que V.Ex.ª formulou há 4 anos atrás:
-Vai o actual Governo relançar o processo de instalação do Tribunal da Relação do Algarve em Faro? Que iniciativas serão tomadas ainda no corrente ano de 2009 (a data era 2004)?
-Que acções tomou o Ministério da Justiça no sentido de relançar o processo de construção de um novo Palácio da Justiça em Faro?
-Compromete-se o Governo em manter em Faro a Directoria da Polícia Judiciária? Que iniciativas foram tomadas neste sentido? Foi afastada a intenção da Senhora Ministra Celeste Cardona (na altura) de retirar a Polícia Judiciária de Faro? E agora com o Ministro Alberto Costa, a posição mantém-se?
-Qual o ponto de situação do processo do novo Palácio da Justiça em Faro? Que iniciativas foram tomadas para concretizar este projecto?
Já dizia o ditado: pela boca morre o peixe.
E é bom não esquecer que do enaltecimento e consideração ao vitupério e ignomínia vai um passo.
Lilia - JSD Faro
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ESCRITO A: 01-04-2009
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Porque sou a favor da Lei da Paridade
Sendo 2009 o ano de quase todas as eleições, um tema sobressai sobre os demais. É normal que se fale e se escreva muito sobre um tema muito importante para a política nacional: a lei da paridade.
Aprovada em 2006, a Lei Orgânica n.º 3/2006, de 21 de Agosto diz:
“Lei da paridade: estabelece que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais são compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos.”
Desde logo se falou que esta lei era para colocar mais mulheres na política, associando-se mesmo a lei a esse facto. Ora, como se pode ver, tal não é verdade. A lei estabelece que nas listas não podem ir 3 homens seguidos, mas também não podem ir 3 mulheres seguidas.
O que tem acontecido até aos dias de hoje é que a politica é um “mundo de homens”. Por várias razões, poucas são as mulheres que conseguem entrar nesse mundo.
A mulher ainda é vista como a dona de casa que tem como função tratar da mesma e educar os filhos. A própria mulher pensa assim. Por isso, acabam por abdicar de uma carreira em prol de uma família. Ainda é difícil para o homem aceitar ficar em casa a tomar conta dos filhos enquanto a mulher vai para uma reunião política, ou vai participar nalgum evento e/ou actividade, inerente ao cargo que ocupa.
Quanto a esta lei, tenho que admitir que no início fiquei reticente quanto à mesma. Posso mesmo dizer que era contra. Acho que quando a mulher tem mérito e se esforça, é convidada a integrar as listas. Mas também sei que, infelizmente, nem sempre isso acontece. Daí ter-me sentido confusa em relação a esta lei. Apesar de entender o propósito com que foi criada, não conseguia ser a favor.
Tal como a maior parte das pessoas, também eu acredito que vão aparecer muitas listas em os homens vão chamar familiares e amigas para integrar as mesmas, só para cumprir a quota. Depois, na realidade, estas mulheres não vão fazer nada. E poderemos estar a tirar o lugar a quem poderia (ou não) realmente trabalhar.
Mas também sei que existem por esse país muitas mulheres competentes que não têm possibilidade em integrar listas porque são mulheres. Ou quando integram, vão nos últimos lugares, aqueles que se sabe que não vão ser eleitos.
Como é óbvio, também eu falei deste tema com muitas mulheres e nunca tinha encontrado nenhuma que me dissesse ser completamente a favor da lei da paridade. Até ao passado dia 7 de Março, quando, numa conferência organizada pelo Movimento das Mulheres Sociais Democratas do PSD/Algarve, tive a possibilidade de falar sobre o tema com a deputada Ana Zita Gomes. Enquanto falávamos da questão do mérito e de se questionar o mérito das mulheres que vão integrar as listas, ela perguntou-me: “E quem questiona o mérito dos homens? Porque temos sempre que questionar o mérito das mulheres e nunca questionamos o dos homens que compõem as listas?”
Foi também nesse dia que soube que a lei se aplicava a ambos os sexos. E foi quando me apercebi que estava mal informada. E foi quando fiquei a favor da lei da paridade.
Tenho pena que a mensagem esteja a ser mal passada e que se associe esta lei às mulheres, fazendo delas “vítimas” que não conseguiriam nenhum lugar de destaque se não fosse devido a uma lei que obriga a que a seguir a 2 homens venha sempre uma mulher.
Mais uma vez as mulheres vão ter que trabalhar a dobrar. Podem ter todo o mérito, mas vão ser sempre apontadas porque foram ocupar a sua quota. E vão ter que provar, muito mais que o homem, que trabalham e que são merecedoras do seu lugar.
Mafalda Reis
Vice-Presidente JSD/Albufeira
Secretária Conselho Distrital JSD/Algarve
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ESCRITO A: 31-03-2009
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Opinião
Estamos em ano eleitoral, é um facto. Começam já os esquemas primeiro discretos, depois mais inflamados de poder. Surgem no horizonte promessas de lugares e acordos tácitos. Inicia-se a mesma corrida repetida até à exaustão em todos os anos de eleições, deixando os projectos e ideias na gaveta. Táctica. Colocar pessoas conhecidas continua a ser melhor que pessoas competentes e com trabalho feito. E depois ainda nos pedem que acreditemos na política, quando a toldam de politiquices. Assim não vamos lá... Quero e tenho que acreditar que o PSD tem que se esforçar para honrar a sua matriz doutrinária, os valores que tanto preza e uma ideia de política para a sociedade, para o bem-comum e não "trampolim" de alguns ciosos de poder reluzente. Convém debruçarmo-nos nesta temática agora, porque depois das eleições já pode ser tarde e é importante reflectir, não só internamente no partido, mas com a sociedade civil, porque ela também nos julga e está atenta (não tanto quanto seria desejável). Vamos pensar em conjunto, com ideias e não lugares feitos para pessoas! Vamos debater, vamos conquistar a democracia, ela precisa de nós.
Filipa Silva - JSD Faro
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ESCRITO A: 20-03-2009
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ESCRITO A: 05-03-2009
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O PIDDAC e a colónia Algarve
Com a apresentação do novo PIDDAC 09, fica evidente que relativamente ao Algarve, vai continuar o marasmo e inércia de investimento público por parte do nosso Governo.
Recorrendo aos números apercebemo-nos que o Algarve irá receber cerca de 100 000 000 (cem milhões de euros), numa verba de 4 061 038 938 de euros (quatro mil e sessenta e um milhões de euros), ou seja, 2,5%... simplesmente espectacular!
Ao ver com alguma atenção os números, apercebi-me com algum espanto que desde os últimos 7 anos o investimento no Algarve tem vindo a decrescer de ano para ano. Onde faltam sempre as obras emblemáticas e marcantes de cada Governo, como é o exemplo da Via do Infante, Governo do Professor Cavaco Silva ou mesmo do Parque das Cidades, Governo do Eng. Guterres.
Com este PIDDAC prova-se aquilo que se temia, nenhum grande investimento foi feito no Algarve durante todo este mandato, as únicas coisas que foram investidas na nossa região, foram as megalómanas apresentações, como o exemplo da apresentação do Hospital Central do Algarve, em que o nosso Governo gastou 50 mil euros na apresentação do projecto que continua guardado numa gaveta…
Mas o que fica evidente neste PIDDAC é uma coisa muito interessante, as Câmaras Socialistas espantosamente recebem a maior parte da verba, cerca de 40%, sabendo, à partida que o Partido Socialista só tem 7 das 16 Câmaras Algarvias, verificando-se ainda que só Faro recebe 20% da totalidade da verba, cerca de 13 500 mil euros.
O mais gritante de todo o PIDDAC é que os Concelhos mais interiores, Alcoutim, Vila do Bispo, São Brás não recebem sequer um único cêntimo e Aljezur recebe a fantástica quantia de 1500 euros, sim, 1500 euros…
Este PIDDAC, mostra a linha futurista e de novas oportunidades que o Partido Socialista pretende dar ao interior do Pais… Afinal o nosso Ministro das Finanças pensa exactamente o mesmo que o nosso Ministro Mario Lino, tudo na margem sul é um deserto…
Mas o mais espantoso é o Eng Miguel Freitas, do PS Algarve, congratular-se com este PIDDAC de 2009, chamando-lhe mesmo “rigoroso e bem orientado”, talvez só por as Câmaras afectas à sua cor politica tenham aumentado brutalmente as suas receitas, enquanto as Câmaras afectas ao PSD terem sido completamente discriminadas.
Felizmente que os Algarvios terão a hipótese já em 2009 de repor a verdade dos números e mostrar a estes senhores Socialistas que com os Algarvios não se brinca!
Fábio Bota
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ESCRITO A: 04-03-2009
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